terça-feira, 11 de março de 2008

[ramsés recomenda] Geraldo Filme



E quem nunca viu o samba amanhecer? Ao passo das veredas da Treze de Maio e adjacências o tradicional bairro paulistano traz seu filho, sua raiz no samba.

Geraldo Filme, nascido em São João da Boa Vista, no interior paulista,(1928 - 1995) veio pequeno para a Capital. O pai tocava violino, mas foi com a avó que conheceu os cantos de escravos que influenciaram sua formação musical.

Geraldo tem o nome ligado à história do Carnaval paulista. Respeitado e querido por todas as escolas, marcou presença na Unidos do Peruche, para quem compôs sambas-enredo, mas é lembrado principalmente por sua ligação com a Vai-Vai. O samba "Vai no Bexiga pra Ver" tornou-se um hino da escola, e "Silêncio no Bexiga" homenageia um célebre diretor de bateria da Vai-Vai, o Pato Nágua. Com o samba-enredo “"Solano Trindade, Moleque de Recife" levou a escola ao título de campeã.

Fonte: http://www.samba-choro.com.br/artistas/geraldofilme | Daniel Brazil

01) Vai no Bexiga pra ver (Geraldo Filme)
02) A morte de Chico Preto (Geraldo Filme)
03) Mulher de malandro (Geraldo Filme)
04) Tristeza do sambista (Oswaldo Arouche/Walter Pinho)
05) Eu vou pra lá (Geraldo Filme)
06) Garoto de pobre (Geraldo Filme)
07) Silencio no Bexiga (Geraldo Filme)
08) História da capoeira (Geraldo Filme)
09) São Paulo menino grande (Geraldo Filme)
10) Vai cuidar de sua vida (Geraldo Filme)
11) Vamos balançar (Geraldo Filme)
12) Reencarnação (Geraldo Filme)

Veja "Silêncio no Bexiga"



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segunda-feira, 10 de março de 2008

[ramsés recomenda] Os Três Malandros In Concert



Juntos: Dicró - Bezerra da Silva - Moreira da Silva

Chave De Cadeia
Dava Dois
Jogando Com O Capeta
Lugar Macabro
Malandro Não Vacila
Malandros In Concert
Na Subida Do Morro
O Político
O Recital
Ópera Do Morro
Os Três Pagodeiros Do Rio
Ressuscita Ele
Rua Da Amargura

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[ramsés recomend] Brega Party Hits - A criança quer lanchar!



Uma seleção pirandela para começar a semana.
saci-fufu!

Músicas da Parte 1

Agildo Ribeiro - Só Vou Criar Galinha
Barros de Alencar - Prometemos Não Chorar
Carlos Alexandre - Feiticeira
Carlos Alexandre - Se Eu Tivesse A Felicidade
Carlos Gonzaga - Bat Masterson
Célio Roberto - Não Toque Esta Música
Cláudio Fontana - Adeus Ingrata
Diana - Feliz Aniversário
Dominó - Manequim
Dudu França - Grilo Na Cuca
Eduardo Dusek - Doméstica
Francisco Cuoco - Soleado
Genival Lacerda - Seerina Xique Xique
Gilliard - A Pulga E O Percevejo
Gretchen - Freak Le Boom Boom
Heleno - Não São Palavras Lindas
Ivon Curi - Ai Meu Calo

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Músicas da Parte 2

Jane & Herondy - Não Se Vá
João da Praia - Aonde A Vaca Vai O Boi Vai Atrás
Jorge Ben - Eu Também Quero Mocotó
Lairton e seus Teclados - Morango Do Nordeste
Luan e Vanessa - Quatro Semanas De Amor
Luiz Carlos Vinhas - Capim Gordura
Márcio José - O Telefone Chora
Maria Alcina - Bacurinha
Mauro Celso - Bilú Tetéia
Nilton César - A Namorada Que Sonhei
Nilton César - Férias Na Índia
Nilton César - Professor Apaixonado
Noriel Vilela - Só O Ôme
Ovelha - Sem Você Não Viverei
Sandro Becker - Julieta
Sandro Becker - Tico Mia
Silvio Santos - Lá Lá Lá
Trio Nordestino - Procurando Tu

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segunda-feira, 3 de março de 2008

[ramsés recomenda] Noriel Vilela - Eis o ôme (1968)

Noriel Vilela fez carreira como integrante do grupo vocal de samba Cantores de Ébano, que teve relativo sucesso nos anos 1950. Vilela também lançou o álbum-solo Eis o Ôme em 1968. Por essa época, Vilela morreu repentinamente e o Cantores de Ébano se desfez por algum tempo, até que se encontrasse um substituto à altura para o cantor.

A voz do cantor é um baixo profundo com uma dicção única no samba. Seu segundo álbum Eis o Ôme é uma sucessão de faixas de sambalanço com forte tempero afro, não apenas na sonoridade, como também na temática, voltada para a umbanda.


Um dos grandes sucessos de Vilela foi a canção "Dezesseis Toneladas", uma versão para o português de um clássico norte-americano do pop-country-folk dos anos 1940, "Sixteen Tons", de Ernie Ford e Merle Travis. A banda paulista Funk Como Le Gusta regravou a versão de Vilela, tentando até mesmo reproduzir sua voz grave, no álbum Roda de Funk.



Fonte: wikipedia


Veja a versão original de 16 Toneladas




Faixas:
1 - Promessado (Carlos Pedro)
2 - Saravando Xangô (Avarése - Edenal Rodrigues)
3 - Só o Ôme (Edenal Rodrigues)
4 - Meu caboclo não deixa (Avarése - Edenal Rodrigues)
5 - Pra Iemanjá levar (Delcio Carvalho)
6 - Samba das águas (Josan de Mattos)
7 - Eu tá vendo no copo (Avarése - Edenal Rodrigues)
8 - Acredito sim (Avarése - Edenal Rodrigues)
9 - Peço licença (Avarése)
10 - Cacundê, cacundá (José de Souza - Orlando)
11 - Acocha malungo (Sidney Martins)
12 - Saudosa Bahia (Noriel Vilela - Sidney Martins)


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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

As histórias das manhãs de Joana

Ramsés era apreciador da boa cachaça, das boas histórias. Um conhecido seu trazia diretamente das Minas Gerais o que de melhor poderia se obter em matéria de cachaça.

Outra coisa que Ramsés muito apreciava era o café das manhãs. Nada como o sabor do ouro negro para alimentar os dias desse caboclo.

Certa vez ele tomou um dos melhores cafés de sua vida trazido por uma amiga muito especial, Joana Silva*, diretamente da plantação filtrada das Ilhas Fiji. Uma colheita de primeira linha, tratada com muita alegria e cantoria, é claro. Mais do que nunca, a todos que ali tomavam o café era a certeza de um bom dia com muita poesia.

O pai de Ramsés sempre indagava por manhãs belas recheadas de histórias. Dessa maneira era comum pela tradição, o cantar e o desfrutar de palavras de felicidade nas primeiras horas do dia.

Como agradecimento à Joana, Ramsés traz aqui um disco de muito agrado de sua amiga, afinal, é o que ela escuta quando prepara o café.

Um salve a Joana, com todo carinho e respeito!





1 - Qual é? - What's goin' on
(Marvin Gaye - R. Benson - Al Cleveland - Vrs. Nelson Motta)
2 - Te amar (pra sempre) - Three times a lady
(Lionel Ritchie - Vrs. Sandra de Sá, Zé Ricardo e A. Milagres)
3 - Pare, olhe, escute - Stop, look, listen (to your heart)
(Linda Creed - Tom Bell - Vrs. Sandra de Sá e Theddy Corrêa )
4 - Fala sério (caos) - Brick house
(W. King - M. Williams - Lionel Ritchie - Walter Orange - T. McClary - R. Lapread - Vrs. Sandra de Sá, Max Viana e Ivo Meirelles)
5 - Eu e você - Cruisin'
(M. Tarplin - William 'Smokey' Robinson - Vrs. Sandra de Sá e Carlos Rennó)
6 - Tantos sinais - Ebony eyes
(Rick James - Vrs. Sandra de Sá e A. Milagres)
7 - Cada um de nós - Neither one of us (want to be the first to say goodbye)
(J. Weatherly - Vrs. Sandra de Sá e Ronaldo Bastos)
8 - A paz (que seus olhos tem) - My girl
(Vrs. Sandra de Sá, Zé Ricardo e A. Milagres - William 'Smokey' Robinson - Ronald White)
9 - Nada mais - Lately
(Stevie Wonder - Vrs. Ronaldo Bastos)
10 - Fuzuê - Got give it up (part I)
(Marvin Gaye - Vrs. Sandra de Sá e A. Milagres)
11 - Romance - For once in my life
(Ronald Miller - Orland Murden - Vrs. A. Milagres)
12 - Se liga, brother - I want you back
(Freddie Perren - Vrs. Sandra de Sá e Theddy Corrêa - Alphonso Mizell - Berry Gordy - Deke Richards)

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*Joana Silva, além de criadora de café é artista das ilustrações. Possui alto talento para a coisa e é feliz por natureza. Em breve, ela nos trará suas ilustrações a essa humilde tenda.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

[ramsés recomenda] Music Is the Weapon of the Future

O encontro com Fela Kuti

Ainda em Salvador, na praia do Taíde, conhecida por suas falésias e formações rochosas moldadas pela eroção advinda do mar um encontro marcou a vida de Ramsés.

No descanso da rede, eis que o destino aproximou a poesia árabe do fascinante ritmo do Jazz sul africano de Fela Anikulapo Kuti.

Em poucos minutos, o ritmo Afro-beat ecoava pela praia baiana. Todo o dinamismo se aproximou da pureza e tranqüilidade da canção de Ramsés.

Por acreditarem em um mundo decente, Ramsés e Fela Kuti fazem da música o instrumento de salvação.

"Music Is the Weapon of the Future", composto naquela praia e gravado pela Exworks Records em 1998 é um presente aos ouvidos de quem busca um visionário ritmo criado por Fela Kuti.



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O desabotoar da Morena

[ramsés recomenda] Dorival Caymmi




Caymmi e seu Violão

01- Canoeiro
(Dorival Caymmi)
02- A jangada voltou só
(Dorival Caymmi)
03- Dois de fevereiro
(Dorival Caymmi)
04- É doce morrer no mar
(Dorival Caymmi e Jorge Amado)
05- Coqueiro de Itapoan
(Dorival Caymmi)
06- O mar
(Dorival Caymmi)
07- O vento
(Dorival Caymmi)
08- O bem do mar
(Dorival Caymmi)
09- Quem vem pra beira do mar
(Dorival Caymmi)
10- A lenda do Abaeté
(Dorival Caymmi)
11- Promessa de pescador
(Dorival Caymmi)
12- Noite de temporal
(Dorival Caymmi)

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Você já viu o baiano chorar?

Era noite, no dia 30 de abril de 1936, aniversário do poeta dos poetas do samba baiano Dorival Caymmi. Todos ali presentes comemoravam a vitória de Caymmi no concurso de músicas de carnaval. O samba "A Bahia também dá" era sucesso e a alegria corria solta. A risada era fluente e se perdia nas altas horas daquele dia.

O auge foi quando Dona Rosa trouxe os quitudes - deliciosos como nunca - e na derradeira vontade de apreciar tamanha gostosura nem vimos que a pimenta que ali estava - no melhor sabor que a Bahia pode trazer - iria nos dar tamanha lágrima. (o que se transformou rapidamente em risadas)

Nunca duvide quando ouvir que um baiano já chorou com pimenta. Não surpreenda-se se mesmo com as lágrimas proporcionadas pela brejeirice vermelha uma cantiga logo surgir.


terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

[ramsés recomenda] Roda de Samba




1 - Pecadora (Jair do Cavaquinho - Joãozinho) canta Jair do Cavaquinho
2 - Intriga (Anescarzinho) canta Anescar do Salgueiro
3 - Mascarada (Élton Medeiros - Zé Keti) canta: Elton Medeiros
4 - Coração vulgar (Paulinho da Viola) canta Paulinho da Viola
5 - Conversa de malandro (Paulinho da Viola) canta Zé da Cruz
6 - Peço licença (Zé Keti) canta Paulinho da Viola
7 - Vai saudade (Anescarzinho) canta Anescar do Salgueiro
8 - Jurar com lágrimas (Paulinho da Viola) canta Paulinho da Viola
9 - Maria (Jair do Cavaquinho) canta Jair do Cavaquinho
10 - Coração de ouro (Élton Medeiros - Joacir Santana) canta Elton Medeiros
11 - Não sou feliz (Zé Keti) canta Paulinho da Viola
12 - Injúria (Élton Medeiros - Cartola) canta Jair do Cavaquinho
13 - Sonho triste (Jair do Cavaquinho) canta Jair do Cavaquinho
14 - Meu viver (Jair do Cavaquinho - Élton Medeiros - Kleber Santos)
canta Elton Medeiros

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Inspiração ao RJ

[ramsés recomenda] Já que a Chuva chegou, dale Jorge




Artista/Grupo: Jorge Ben Jor/Jorge Aragão/Jorge Vercilo e Jorge Mautner
Album: Coisa de Jorge - 2007
Bits: 160 Kbps
Genero/Genre: Latin/Samba/MPB
Musicas/Track Listings:
01. Jorge de Capadócia
Jorge Ben Jor/Part. Jorge Vercilo
02. Deus Manda
Jorge Aragão/Part. Jorge Vercilo
03. Lua de São Jorge
Jorge Vercilo
04. Por Causa de Você, Menina/Chove Chuva/Mas Que Nada
Jorge Ben Jor - Part. Jorge Aragão e Jorge Vercilo
05. Coisa de Pele
Jorge Aragão
06. Que Nem Maré
Jorge Vercilo
07. Maracatu Atômico
Jorge Mautner Part. Jorge Ben Jor Jorge Vercilo
08. Malandro
Jorge Aragão Part. Jorge Vercilo
09. Fênix
Jorge Vercilo
10. Cowboy Jorge
Jorge Ben Jor/Part. Jorge Vercilo
11. São Jorges
Jorge Aragão e Jorge Vercilo
12. Não Sou Mais Disso Do Fundo Do Nosso Quintal
Jorge Aragão
13. Monalisa
Jorge Vercilo
14. Líder dos Templários
Jorge Aragão/Ben Jor/Mautner e Jorge Vercilo
15. Taj Mahal/A Banda do Zé Pretinho
Jorge Ben Jor/Part. Jorge Aragão e Jorge Vercilo

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Quando a chuva abençoou o amor

Foi na primeira visita de Ramsés ao Rio de Janeiro*, ao brincar de folião no Bloco Rancho Flor do Sereno do grandioso Elton de Medeiros.

Estavam todos a pular e se divertir quando a chuva começou a brindar com suas águas refrescantes em uma tarde de muito samba e carnaval raiz.

No meio daquela festa, um casal se formara em um momento de verdadeira intensão, visto que, cada gota de chuva imundava as vielas, mas não interrompia o amor entre as duas almas.

A cada cariciar dos lábios, via-se o deslizar suave no corcovado que envaidecia aqueles corpos. Caminhava por entre o Bloco sem a preocupação dos dias e das pessoas, sem menos imaginar uma possível gripe que não iria alcançar a quem estivesse sob a imensidão do amor.

Ah, só poderia resultar em poesia, além é claro da cantada por Jorge Ben. Pois Chove Chuva, aqui ou em qualquer lugar, Chove sem parar, enquanto houver o canto, enquanto viver o amar.


*Houve um salto na cronologia. Em breve contarei a viagem de Ramsés da Bahia até o Rio de Janeiro.


Jorge Ben & Tim Maia 1981


Jorge Ben Jor - Chove Chuva

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

[ramsés recomenda] Sambas da Bahia (MP3)





Batatinha

1 - Diplomacia (Batatinha - J. Luna)
2 - Se acaso você chegasse (Lupicínio Rodrigues - Felisberto Martins)
3 - Risoleta (Raul Marques - Moacir Bernardino)
4 - Emília (Wilson Batista - Haroldo Lobo)
5 - Inventor do trabalho (Batatinha)
6 - Jajá da Gamboa (Batatinha - José Bispo)
7 - Toalha da saudade (Batatinha - J. Luna)
8 - Imitação (Batatinha)
9 - Hora da razão (Batatinha - J. Luna)
10 - Ministro do samba (Batatinha)
11 - Direito de sambar (Batatinha)
12 - Bossa e Capoeira (Batatinha)

Ederaldo Gentil

13 - In-lê-in-lâ (Ederaldo Gentil - Anísio Felix)
14 - Alô madrugada (Ederaldo Gentil - Edil Pacheco)
15 - Bereketê (Ederaldo Gentil)
16 - Barraco (Ederaldo Gentil)
17 - Esquece a tristeza (Ederaldo Gentil - Nelson Rufino)
18 - O ouro e a Madeira (Ederaldo Gentil)

Riachão

19 - Olha a saia dela (Folclore)
20 - Retrato da Bahia (Riachão)
21 - Eu sei que sou malandro (Riachão)
22 - Eu não esqueço dela (Riachão)
23 - A baleia (Riachão)
24 - Sofrer é natural (Riachão)
25 - Cada macaco no seu galho (Riachão)
26 - O Rei do Café (Riachão)
27 - Até amanhã (Riachão)

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Veredas Baianas I

Fora Américo Vespúcio, florentino que veio de carona nas caravelas Portuguesas que ao batizar a Baía de Todos os Santos fez-se por clarear um local de pura sinergia entre aqueles que buscam a beleza e a felicidade.

Ramsés em pouco tempo deslumbrou-se pelo lugar e pelas pessoas. Escreveu inúmeras palavras, seja como mero observador, seja pelo faro de poeta que herdaste do pai ou simplesmente como um compositor em busca da melodia certa para o carnaval.


Em seu primeiro ano como morador da beleza de Todos os Santos, Ramsés recitou ao pôr-do-sol da cidade baixa o poema "Veredas Baianas".


[enredos históricos] Pelo Telefone (1917)

[ouça]



Donga e Mauro de Almeida

O Chefe da Folia
Pelo telefone manda me avisar
Que com alegria
Não se questione para se brincar

Ai, ai, ai
É deixar mágoas pra trás, ó rapaz
Ai, ai, ai
Fica triste se és capaz e verás

Tomara que tu apanhe
Pra não tornar fazer isso
Tirar amores dos outros
Depois fazer teu feitiço

Ai, se a rolinha, Sinhô, Sinhô
Se embaraçou, Sinhô, Sinhô
É que a avezinha, Sinhô, Sinhô
Nunca sambou, Sinhô, Sinhô
Porque este samba, Sinhô, Sinhô
De arrepiar, Sinhô, Sinhô
Põe perna bamba, Sinhô, Sinhô
Mas faz gozar, Sinhô, Sinhô

O “Peru” me disse
Se o “Morcego” visse
Não fazer tolice
Que eu então saísse
Dessa esquisitice
De disse-não-disse

Ah! Ah! Ah!
Aí está o canto ideal, triunfal
Ai, ai, ai
Viva o nosso Carnaval sem rival

Se quem tira o amor dos outros
Por Deus fosse castigado
O mundo estava vazio
E o inferno habitado

Queres ou não, Sinhô, Sinhô
Vir pro cordão, Sinhô, Sinhô
É ser folião, Sinhô, Sinhô
De coração, Sinhô, Sinhô
Porque este samba, Sinhô, Sinhô
De arrepiar, Sinhô, Sinhô
Põe perna bamba, Sinhô, Sinhô
Mas faz gozar, Sinhô, Sinhô

Quem for bom de gosto
Mostre-se disposto
Não procure encosto
Tenha o riso posto
Faça alegre o rosto
Nada de desgosto

Ai, ai, ai
Dança o samba
Com calor, meu amor
Ai, ai, ai
Pois quem dança
Não tem dor nem calor

[ramsés recomenda] Siba - Fuloresta do Samba (MP3)

FULORESTA DO SAMBA
Siba




Ao ouvir esse disco, vi o que realmente trás a alegria besta. Em meio ao concreto que ocupou nossas vidas, os ritmos e batuques comandados por Mestre Ambrósio fazem renascer o tempo que vaga em nossas perdidas missões. A pureza da raíz nordestina se engradece nas belas palavras que acendem as músicas desse trabalho gravado em 2002.

Como ciranda, brincamos feito alegres cidadãos do mundo levando nossas tradições e quenturas da vida cotidiana.


Ramsés indica, pó baixar.


Siba - Maracatu rural Nazaré da Mata

A vinda de Ramsés ao Brasil

Não me recordo exatamente o ano em que Ramsés veio para a Bahia de Todos os Santos.

Provavelmente foi nos idos anos 60, de 1860. Já descendo no cais de Salvador o seu espiríto musical resurgiu logo ali em uma poesia de sua própria autoria que anos mais tarde virou marchinha e samba de roda. (Abaixo segue a primeira parte)





O principal motivo de sua vinda ao Brasil foi a possibilidade de uma vida próspera e contente. Na sua chegada, Ramsés foi recepcionado pelo primo Antonio Abu Mendes Nogueira.

Algumas songs de Arabia

Para nos entreter e nos aprofundar nos conhecimentos árabes trago algumas canções da terra de Ramsés Abu.

Algumas gravações não estão boas, pois o videocassete de Ramsés estava com mais de 10 mil horas de uso e já não estava 100 porcento.

Music saudi arabic smur


zikra zekra thekra ذكرى dhikra


Saudi Arabia Nation Day Song



arab yemeni jewish singer



Inté próxima!
alah!